Quem sou

Barra da Tijuca. Sacada do hotel, o som do mar e a vista maravilhosa. Naquela mesma semana Porto Alegre, São Paulo e em seguida Rio. Uma semana intensa pautada por reuniões de negócio, aeroportos e hotéis. Eu tinha me tornado um executivo e viajava pelo Brasil.

Foram 18 meses intensos, viajando pelo país em busca de novos negócios, ou atendendo grandes contas. Essa era a consequência de ter vendido minha empresa para um grande grupo do sul, líder no mercado de marketing digital, e além de sócio me tornado um dos executivos. Foram mais de 70 semanas viajando ininterruptamente.

Era essa a vida que eu queria? Esse era o sucesso que eu queria como empreendedor? Comecei a me questionar.

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Eu comecei a empreender cedo. E acabei errando bem rápido. Comecei praticamente sozinho, sem dinheiro, com muita vontade, ideias e pouco conhecimento. Ah! Experiência zero.

Eu tinha deixado a faculdade de engenharia elétrica após 4 anos de curso, em um momento de dúvidas na minha vida. Eu tinha pouco mais de 20 anos, e queria muito trabalhar. Vivia um momento difícil na família, dificuldades financeiras e também de relacionamento. Nessa época achava que o melhor que podia fazer era abandonar tudo e ir para o mercado de trabalho. Eu era auto-didata em informática (hoje chamamos de TI), e com isso iniciei minha vida profissional.

Me mudei para Bauru, interior de São Paulo, trabalhei para uma escola de inglês e logo comecei a prestar serviços de informática. Era cheio de ideias e queria colocá-las em prática. Mas faltava experiência. Em tudo!

Dei muitas cabeçadas, errei, passei dificuldades, mas nunca desisti. Na época não se usava muito o termo empreendedorismo, mas eu tinha certeza que não queria ser empregado. Fui sempre aconselhado a procurar “algo fixo”, “um emprego garantido”, “salário”, “segurança”, mas nunca dei muita atenção. Apesar dos erros, e alguns poucos acertos, eu seguia em frente. Tinha que me reinventar sempre.

Logo no início da internet no Brasil eu comecei a entrar nesse universo. Alguns anos depois já tinha fundado uma empresa pioneira em internet e fazia parceria com a maior empresa de internet do mundo na época, a América Online, que chegava ao Brasil. Participei de projetos inéditos e inovadores, de repercussão nacional. Eu começava a fazer história. Mas tinha a sociedade.

Tive muitos sócios durante minha trajetória, e este é um assunto que merece vários posts. Tive ótimos sócios, como também tive alguns que não foram bons. Mas no saldo final sempre digo que ter sócio é importante e necessário. Posso dizer que tenho uma grande experiência nessa área, mais de 20 sócios até hoje, e um aprendizado único!

Já atuando na área de marketing digital há mais de uma década, eu liderei alguns colegas de agências concorrentes e fundamos a primeira associação de agências digitais do interior paulista (e do interior do Brasil), que se tornou parte da ABRADi – Associação Brasileira de Agentes Digitais. Fui presidente por dois mandatos e ao final aumentamos nossa abrangência para todo o interior. Participei da entidade nacional, fundei o primeiro comitê e fui um dos líderes.

Alguns anos atrás, já com uma agência digital consolidada, sócio de uma agência de publicidade e uma empresa de cursos e eventos, fundei com um outro sócio uma empresa que lançava um dos principais softwares de gestão e monitoramento de mídias sociais da época, o Livebuzz, onde fomos um dos pioneiros nesse mercado no Brasil. Nosso sucesso veio rápido e um ano depois vendíamos a empresa (aquela do sul!). E então minha vida começou a passar pela grande transformação. Nos anos seguintes eu viria a vender a agência digital para meus sócios, me tornar sócio e investidor de um software de gestão para pequenos negócios (o Bob Software), e fundar a Viking Network. Eu queria continuar empreendendo! E juntou a tudo isso o turbilhão de trabalho e viagens como executivo. Eu já não era feliz com isso. Acabei então vendendo minha participação nessa empresa.

Nesse ínterim, acabei também participando da fundação de outra associação, a EQUITY, Associação Brasileira de Equity Crowdfunding, da qual também faço parte da diretoria como vice-presidente, e tem como missão disseminar o tema investimento coletivo em novas empresas, através da oferta pública. Algo inovador em todo o mundo.

Eu saí de Penápolis (minha cidade natal), vivo no interior paulista, construí uma empresa que alcançou todo o Brasil (e teve alguns clientes internacionais), viajei por todo o país, participei de negociações com grandes empresas brasileiras, participei na liderança de um mercado, e atingi resultados excepcionais. Extraordinários.

Fui então começar a entender meu propósito de vida, o sentido e o significado que quero dar para minha existência. Aquilo que me dá energia, paixão, e tenho profundo apreço. O que me move todas as manhãs (e muitas madrugadas) e não me deixa desistir de empreender. E isso tem relação com o projeto que desenvolvo na Viking Network, uma escola de empreendedores em rede, com base na tríade aprendizado, networking e negócios, e que vem se expandindo com um projeto totalmente disruptivo, com foco em educação empreendedora e de negócios. Esse é meu propósito! EDUCAÇÃO PARA EMPREENDEDORES E EMPRESÁRIOS, e para QUEM QUER TER SEU PRÓPRIO NEGÓCIO.

Não podia ser diferente, é o que sei fazer, é o que mais dediquei minha vida. E é onde posso colaborar de forma prática, mostrando caminhos rápidos e práticos para se atingir resultados extraordinários, para ter um negócio extraordinário.

PS1: Acabei não citando mas voltei para a universidade após 11 anos distante e me graduei em Administração e Marketing, e me especializei em Comunicação e Marketing Digital.

PS2: Aqui você pode ver minha apresentação formal (ou mini-currículo).