Archive for the 'estatisticas' Category

ago 06 2009

Se os anunciantes estão fugindo das mídias tradicionais… Viva o Infocomercial!

Li um quadro bem rápido num documento PDF que baixei do site da Revista Super Interessante, da Editora Abril (Argh! Assinar Abril não! Depois conto minha história), que fala sobre os Infocomerciais.

A abordagem é sobre a queda (sim, queda!) do volume de compra de publicidade em revistas, canais de TV, rádio e internet (sim, escreveram internet! Não só as mídias tradicionais) caindo nos últimos meses, e um tipo de “propaganda” chamado Infocomercial que não para de crescer.

Segundo a Wikipedia:

Infomerciais são propagandas de televisão que costumam durar o mesmo tempo que um programa de televisão típico. Infomerciais, também conhecidos como programação paga ou teleshopping na Europa são normalmente exibidos fora do horário nobre, como durante a manhã ou tarde da noite (geralmente entre 2:00 e 6:00). Alguns canais exibem esse tipo de programação como uma alternativa a prática em desuso do encerramento de transmissões.

Essa informação refere-se aos Estados Unidos e não ao Brasil, mas podemos prever o que vem por aí. Segundo o texto houve um aumento de 7% nesse tipo de “propaganda” no ano passado, com a explicação de que o preço do tempo da televisão caiu com a falta de anunciantes.

O que você acha? Teremos no Brasil esse mesmo comportamento do mercado?

No responses yet

mar 28 2009

Brasil: Três vezes mais tempo na internet do que na televisão

O brasileiro tem mudado seus hábitos no consumo de mídia nos últimos anos, e isso se deve principalmente ao advento da internet, que completa 14 anos este ano no Brasil. Já temos uma geração que nasceu digital.

E isso se reflete nos resultados de estudos e pesquisas que estão sendo realizadas nos últimos tempos no país, que segue uma tendência mundial. Da década de sessenta onde tínhamos apenas 6 tipos de mídias avançamos para uma diluição em mais de 30 mídias.

Esta semana a Deloitte divulgou o estudo “o futuro da mídia” que mostra o brasileiro passando mais tempo na internet do que na televisão. Na verdade três vezes mais. O estudo tem como objetivo “traçar um cenário sobre como os consumidores se relacionam com a mídia e identificar quais as tendências para os próximos anos”, como relatou a notícia na B2B Magazine. Participaram cerca de 9 mil pessoas nos Estados Unidos, Japão, Alemanha, Grã Bretanha e Brasil, este último pela primeira vez.

Um índice que achei muito interessante foi que 81% dos brasileiros entrevistados consideram o computador uma ferramenta de entretenimento mais importante que a televisão. Você também pode ver mais informações na notícia publicada pelo IDG Now.

Outra aspecto que me surpreendeu foi que “dois terços dos que assistem TV afirmam que executam outra tarefa enquanto estão no sofá, como navegar na internet, ver e-mails e acessar sites. Isso me fez lembrar o Intercon 2008 que aconteceu num modelo inédito de simultâneidade de palestras (duas palestras aconteciam no mesmo auditório) e como o Luli Radfahrer pensou e criou esse modelo.

As mudanças estão acontecendo rápido, estamos vendo as mídias tradicionais se diluirem mais e mais com as novas mídias digitais e o poder de comunicação se direcionar para uma imensidão de ferramentas e pessoas. O indíviduo tendo mais opções e escolhendo a internet como primeira opção.

No responses yet

mar 26 2009

Mesmo sem considerar os links patrocinados, mídia online fatura R$ 1,6 bilhão no Brasil

A discussão que sempre acontece quando se fala no faturamento da mídia online no Brasil é a não inclusão do montante dos links patrocinados, principalmente do Google. Especula-se que esse montante estaria entre 30 a 35% desse total, isto é, estamos falando que o Google fatura mais de R$ 400 milhões com links patrocinados no Brasil. Um valor que não podemos desconsiderar.

Considerando os R$ 1,6 bilhão de faturamento da mídia online, divulgado este mês pelo Ibope Nielsen Online, já temos 2,7% do bolo publicitário brasileiro que foi de R$ 59,7 bilhões em 2008. Essa métrica é nova, e se baseia em dados coletados pelo Monitor Evolution, ferramenta de análise da Nielsen e numa negociação que durou mais de 2 anos com os principais portais brasileiros.

Mas essa mesma pesquisa aponta que 82% desse valor vem de banners, um formato que há anos vem sendo discutido como ultrapassado e com desempenho discutível. E mais 10% vem de selos e botões, um formato similar. Isso não é incrível?

O formato pode ser discutível, a performance de ações em banners também, mas o desempenho financeiro não dá pra discutir. Se o mercado ganha muito com esse formato, se os veículos online estão trabalhando (e bem) comercialmente esse formato, como vamos ter forças para mostrar para os anunciantes que há outras ações e estratégias muito mais revelantes para o consumidor?

A força dos quase R$ 1,5 bilhão nas mãos dos anunciantes será maior e convencerá o anunciante por muito tempo. Como fez até hoje uma mídia tradicional, que não apresenta métricas confiáveis e precisas, e conquista a quase totalidade do bolo publicitário brasileiro (a TV detém metade desse bolo).

E finalizando, os maiores anunciantes online ainda são os segmentos financeiro e de seguros.

No responses yet

Next »