mar 26 2009

Mesmo sem considerar os links patrocinados, mídia online fatura R$ 1,6 bilhão no Brasil

A discussão que sempre acontece quando se fala no faturamento da mídia online no Brasil é a não inclusão do montante dos links patrocinados, principalmente do Google. Especula-se que esse montante estaria entre 30 a 35% desse total, isto é, estamos falando que o Google fatura mais de R$ 400 milhões com links patrocinados no Brasil. Um valor que não podemos desconsiderar.

Considerando os R$ 1,6 bilhão de faturamento da mídia online, divulgado este mês pelo Ibope Nielsen Online, já temos 2,7% do bolo publicitário brasileiro que foi de R$ 59,7 bilhões em 2008. Essa métrica é nova, e se baseia em dados coletados pelo Monitor Evolution, ferramenta de análise da Nielsen e numa negociação que durou mais de 2 anos com os principais portais brasileiros.

Mas essa mesma pesquisa aponta que 82% desse valor vem de banners, um formato que há anos vem sendo discutido como ultrapassado e com desempenho discutível. E mais 10% vem de selos e botões, um formato similar. Isso não é incrível?

O formato pode ser discutível, a performance de ações em banners também, mas o desempenho financeiro não dá pra discutir. Se o mercado ganha muito com esse formato, se os veículos online estão trabalhando (e bem) comercialmente esse formato, como vamos ter forças para mostrar para os anunciantes que há outras ações e estratégias muito mais revelantes para o consumidor?

A força dos quase R$ 1,5 bilhão nas mãos dos anunciantes será maior e convencerá o anunciante por muito tempo. Como fez até hoje uma mídia tradicional, que não apresenta métricas confiáveis e precisas, e conquista a quase totalidade do bolo publicitário brasileiro (a TV detém metade desse bolo).

E finalizando, os maiores anunciantes online ainda são os segmentos financeiro e de seguros.

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